O Melhor de 2013

Digamos por assim dizer que a construção que se erguia do chão era cinza,
Que os carros surgiam e gritavam palavrões obscenos,
Que a menina tropeçava e caia do céu no chão.
Que a fila do café seguia longe. E os felizardos
Comiam à vontade enquanto os outros sugavam
Loucos os farelos remanescentes do sono no chão.
E a moral surge do nada escolhendo aqueles que
Acertam em tudo e aqueles que erram sempre.
A chuva branda coroa a cabeça de quem resiste,
De quem perdeu a letra mas abriu a boca
Na hora H e enfrentou sozinho a força da polícia
Em seus cavalos flamejantes e de borracha,
Suas tropas de choque 450 volts.
A noite clara e o dia escuro completam a cena
Que aquece o coração dos sonâmbulos, e o respeito à
Opinião dos bêbados.
O som da guitarra desafinada soca a veia e faz
O sangue verter-se em fel. A liberdade nunca sai
Da ponta da caneta, só alimenta os desafetos
E os desabafos tortos e direitos. Debaixo do
Poste amarelo os olhos se tocam com uma intensidade
De carnaval, as mãos se laçam com uma complexidade
Fundamental. A roupa implora o chão e o público anima-se
Com os primeiros acordes da orquestra frenética.
 
Anúncios

Sobre drepo

Pedro Lacerda, filho de Robson Lopes e Marivalda Lacerda, do Vale do Jequitinhonha.
Esse post foi publicado em Texto. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s