42 aos 24 – parte 9

42 é duas vezes o peso que alguém perde quando morre. O peso da alma, de duas almas no caso. Eu confesso, deve ser isso mesmo, essa pequena marca em uma linha infinita deve ganhar o prestigioso concurso ao qual o mundo se submeteu e abrigar um espaço da minha pele. E quando eu morrer e pesar 21 gramas a menos eu levarei um pedaço de tinta para que volte a ser terra, pó. Só não sei o formato desse pedaço de tinta, tipologia é o meu problema agora. Se o 42 for a solução o problema será a forma que esse número adotará. Eu sempre imagino um número no seu formato Times New Roman, 42, bonito, imponente, com pontinhas arredondadas. Acho que é isso, simples, bonitinho, algo que no fim das contas não vai ter nada a ver comigo. Não o 42 em si, mas essa tipologia redundante.

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Sobre drepo

Pedro Lacerda, filho de Robson Lopes e Marivalda Lacerda, do Vale do Jequitinhonha.
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