42 aos 24 – parte 3

No meu aniversário de vinte e dois anos o U2 tinha acabado de lançar No Line on The Horizon e por isso eu passei o dia inteiro ouvindo-o. Aos vinte e três eu tinha acabado de me demitir de onde trabalhava e por isso passava a madrugada inteira acordado, de forma que os meus dias serviam pra dormir e acumular ligações não atendidas. Eu também tenho o hábito de escrever algumas palavras pra algumas pessoas próximas quando é o aniversário delas, assim eu dou a elas uma das coisas mais preciosas que eu tenho, meu tempo e meus neurônios. Foi assim nos dias dos aniversários do meu pai, da minha mãe e da minha prima Carolina. Essas mensagens geralmente não tratam deles de completo, a indagação não se resume ao ser, mas sim sobre o fato de fazer sentido ou não querer entender o que se passa na vida de alguém a tal ponto que nos faça comemorar o prolongamento de sua existência. Eu acabo sempre justificando essa comemoração no fato de essas pessoas me tornarem uma pessoa melhor, o que soa meio egoísta, mas na verdade não é. Eu adoraria saber que a minha existência contribuiu pra que de alguma forma outra existência seja melhor suportada.

Anúncios

Sobre drepo

Pedro Lacerda, filho de Robson Lopes e Marivalda Lacerda, do Vale do Jequitinhonha.
Esse post foi publicado em Texto. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s