42 aos 24 – parte 24

Antes da tatuagem virar algo bonito de verdade ela se torna algo extremamente feio, nasce uma crosta negra em cima da parte tatuada, é a ferida cicatrizando, qualquer mutilação gera isso, e arde. Arde como qualquer coisa na vida deve arder, desde o conhecimento ao amor. Arde. Nesse aniversário eu ganhei uma garrafa de Jack, veio dentro de uma lata, edição especial. Sabe o que isso significa? Apenas uma coisa. Minhas tardes e noites não serão mais tão chatas e minha dialética não será mais tão pura, pelo menos enquanto esses mililitros durarem, e, baseado em experiência própria, eles não devem durar muito. As garrafas vão pro lixo, as histórias pros livros, e eu sou a pura repetição de um tempo onde eu não queria ter vivido. Em dezoito minutos eu não serei mais especial.

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Sobre drepo

Pedro Lacerda, filho de Robson Lopes e Marivalda Lacerda, do Vale do Jequitinhonha.
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