42 aos 24 – parte 23

Carol ainda não viu, mas ficou empolgadíssima com a ideia, chego a dizer que sou um exemplo! Quanto a mim, nada mudou, são essas coisas da vida, pular de para quedas, ir pra Europa sozinho, colocar um brinco, tirar um brinco, se apaixonar, se apaixonar de novo, se apaixonar mais uma vez e finalmente ser correspondido, amar, acabar o amor, ficar triste, ficar feliz, ficar triste, ficar feliz, não sentir nada, beber, beber muito, beber socialmente, andar de carro sem motivo, sem destino, sem condições, esquecer de tudo, se lembrar do que não queria, achar que as coisas vão bem, se lembrar de quando as coisas iam bem, perceber que nada disso de fato foi tão bom quanto realmente foi, mas que as coisas ruins foram na verdade bem piores do que elas realmente foram, e depois disso tudo, beber mais um pouco e sair pra conversar, fazer uma tatuagem. Sua dor ou sua alegria, independente de quem seja, de como seja, é, mais ou menos, como uma tatuagem, e não adianta tentar entender ou querer fazer algo a respeito, simplesmente deixe pra lá, ninguém nunca vai saber como eu ou você nos sentimos, então pare de perturbar as outras pessoas e peça mais um copo que tem um amigo virando a esquina.

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Sobre drepo

Pedro Lacerda, filho de Robson Lopes e Marivalda Lacerda, do Vale do Jequitinhonha.
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