Era uma bela manhã de sol, pássaros cantavam, pessoas caminhavam sorrindo, carros passavam cantarolando músicas prosaicas. Justo na manhã em que minha espingarda estava sem balas.

Eu sou exatamente como um vírus, um risco a ser evitado, um mal entendido desnecessário de se cometer. Uma pedra sobre qualquer tipo de plano, e plana, voa entre as diversas possibilidades, eu sou a curvatura da terra sumindo no horizonte, eu sou o trem entre o desembarque e o embarque, eu sou a fita que espera o vencedor na chegada, eu sou a dialética muda, eu sou os olhos verdes esperando que as coisas se realizem, cheio de graça, de malícia, de torpor, eu sou um poço de fúria malograda, sou o nome de um novo bebê que já existe muito antes de ser extraído das entranhas de sua mãe. Eu, no momento, sou lágrimas, drogas e rock’n roll, sem sexo. Sou sem texto, ou sou um texto sem nexo. Sou respostas de provas, provas de amor, amor IV. Sou, como diria um intelectual comunista qualquer, totalmente desinteressante como ser humano.

Escrito em 21/10/2009
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Sobre drepo

Pedro Lacerda, filho de Robson Lopes e Marivalda Lacerda, do Vale do Jequitinhonha.
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