Era jovem e tinha uma namorada linda, uma família que o amava, pessoas que o apoiavam e pretendia estudar medicina. Foi pra guerra. Morreu.

De repente você junta alguns diálogos do fim com algumas falas que você lembra do começo, uma porção de olhares, de encontros e desencontros, ligações, ligações perdidas, silêncios e então todo aquele quebra-cabeças se transforma num emaranhado de cores pedindo apenas para serem dispostas juntas, nada mais. Você acha que não há mais solução até que aparece alguém que salta a janela e quebra uma cadeira nas costas de quem está prestes a te matar. Tudo bem que antes disso você tomou uma facada no abdômen e muito provavelmente não vai sobreviver, mas pelo menos um momento antes da sua morte você viu o vilão morrer primeiro, mas pelo menos antes de o vilão morrer primeiro você compreendeu a situação e tirou proveito disso, e percebeu que falar por metáforas, ou de preferência falar sem palavras, é bem melhor e mais eficaz. Sim, eu acordei com uma epifania hoje. Esqueçam tudo o que eu escrevi, eu consigo ver com clareza agora.

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Sobre drepo

Pedro Lacerda, filho de Robson Lopes e Marivalda Lacerda, do Vale do Jequitinhonha.
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