Texto 1

Não importa se ali não terá ação, é o clamor do cinema, e assim se ensina ao jovem poeta que ser diretor é gritar, esbravejar e não ser nem um pouco simpático, ser um antipático, apriorístico, daqueles que não se importam com o que são se o que forem representar um bom som aos ouvidos próprios, que seja, não há nada que se queira, só rumor, romaria, romã dando no pé, correndo pra longe, fingindo que existe, brincando de estrela, percebendo que natureza é uma coisa muito difícil de se perder, de se construir e de se enganar, natureza é do mundo, e como representação, não como bondade, não como algoritmo, como sorriso, como um espião. Não mãe, eu não tomei rumo, sou o mesmo cara que corre os mesmos riscos de antes, não por que eu ache que a vida não valha a pena, é só por que ela só vale a pena se houver riscos, e quem sou eu pra me responsabilizar pelas vidas dos outros, eu não quero ser juiz, não quero ser promotor, só quer ser de fundo, definido como difuso pelo sistema internacional político, só quero ser último, racional, razoável, rasteiro, sonífero, sonoso, son, boa noite… vou escovar os dentes pra perder o sono.

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Sobre drepo

Pedro Lacerda, filho de Robson Lopes e Marivalda Lacerda, do Vale do Jequitinhonha.
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