Sinestesia

A Imagem

Digamos por assim dizer que a construção que se erguia do chão era cinza, que os carros surgiam e gritavam palavrões obscenos, que a menina tropeçava e caia do céu, no chão. Que a fila do café seguia longe, e os felizardos comiam à vontade enquanto os outros sugavam loucos os farelos remanescentes do sono no chão. E a moral surge do nada escolhendo aqueles que acertam em tudo e aqueles que erram sempre. A névoa branca coroa a cabeça de quem resiste, de quem perde a letra e de quem falhou a boca na hora H. A noite clara e o dia escuro completam a cena que aquece o coração dos sonâmbulos. O som da guitarra desafinada soca a veia.

Debaixo do poste amarelo os olhos se tocam com uma intensidade de carnaval. As mãos se laçam com uma complexidade fundamental, a roupa implora o chão e o público se anima com os primeiros acordes da orquestra frenética.

 

O Sentimento

Então ela acordou, acordou e era só pulsação, suor e sangue nas veias. Sangue que corre rápido e inflama os nervos, pululam os olhares que atiçam o toque e sobe o giro que deixa os neurônios em pane, a pane eleva o tom e por um segundo eles morrem.

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Sobre drepo

Pedro Lacerda, filho de Robson Lopes e Marivalda Lacerda, do Vale do Jequitinhonha.
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